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domingo, 2 de março de 2014

Megacólon

                                     Megacólon


Definição
É uma condição resultante da falta ou falha das células ganglionares entéricas desenvolvidas no plexo mioentérico da região retossigmóide do intestino grosso (cólon). O resultado é a redução ou ausência total de movimento peristáltico ou defecação-reflexo no intestino grosso, e a incapacidade de se mover da matéria fecal através do cólon.
Megacólon adquirido é qualquer patologia que obstrui o conteúdo intestinal e evita o movimento, resultando em distensão extrema do cólon.
Sinais clínicos
- Distensão abdominal
- Falha de crescimento
- Atraso ou nenhuma passagem das fezes
- Inchaço
- Prisão de ventre
- Diarreia (geralmente com um odor fétido)
- Crises de constipação intercaladas com diarreia
- Matéria fecal impactada visível no reto
- Fezes de formato incomum (grande, sem corte, quebrado, cilíndrico)
- Ânus imperfurado/atresia anal (abertura retal anormal ou ausente)

Etiologia
Megacólon adquirido pode ocorrer em casos de obstruções mecânicas, lesões da medula espinhal, tumores, doenças inflamatórias e em resposta a abscessos.
Megacólon aganglionar genética em ratos é uma condição congênita semelhante à doença de Hirschsprung (em seres humanos), a síndrome do potro branco (em cavalos) e alguns tipos de síndrome de Waardenburg (em humanos).
Na megacólon genética, estão ausentes os gânglios nervosos autônomos do músculo liso do cólon. Pode envolver um segmento limitado ou de todo o cólon. O segmento afetado é estreito, contém restrições e é permanente. O intestino próximo a esse segmento pode ser hipertrofiado ou dilatado. Relaxamento interno normal do esfíncter ocorre com a distensão retal ausente e em vez do esfíncter relaxar, ele contrai-se. Como as fezes não passam e o intestino dilata, ocorre distensão abdominal. Este aumento da pressão do intestino e a resistência ao alongamento da parede retal, resulta na diminuição do fluxo sanguíneo nessa área e na deterioração da mucosa.   Devido à falta de movimento intestinal, ocorre estase e crescimento de bactérias, causando enterocolite e septicemia. 
Megacólon genética ocorre devido a um desenvolvimento defeituoso na crista neural do embrião. Os defeitos nos melanócitos derivados da crista neural, provocam manchas brancas e defeitos nos neurônios periféricos, que resultam na falta de gânglios no trato digestivo. 
Assim, você vai ver megacólon genético mais comumente em BEW (black-eyed white: branco), husky, split-capped, tei-colored, odd-eyed e outras linhas "high white" de ratos. O mesmo acontece em relação à síndrome de Waardenburg em seres humanos, em que há heterocromia (um olho de cada cor), mecha/mancha branca de cabelo ou pigmento envolvendo o trato digestivo. A síndrome do potro branco, letal em cavalos, ocorre nos tipos overo (brancos ou quase brancos) e causa a morte dentro de algumas horas ou dias após o nascimento.
O método de herança não segue disposição genética típica e existem diversas variações de genes. Os genes responsáveis parecem envolver os poligenéticos (multifatoriais). Herança multifatorial praticamente torna impossível prever o resultado do que ratos são ou parecem ser, pelo alto risco de megacólon. Tem-se observado que os modos multifatoriais de herança envolvendo megacólon têm um "ligeiro" risco. Nos casos em que o megacólon é grave e/ou há vários irmãos afetados, a tendência é a herança aumentar. 
Megacólon pode ser precoce ou tardia.
No caso de megacólon precoce, os sinais geralmente aparecem quando o filhote começa a comer alimentos sólidos (em torno das duas semanas), embora às vezes não seja evidente que há um problema até a 3ª ou 4ª semana de idade. Alguns bebês vão mostrar uma falha distinta de crescimento mesmo comendo bem. Isto ocorre devido à falta de absorção de nutrientes no trato digestivo danificado. Os primiros sinais como inchaço, diarreia e prisão de ventre grave são típicos do avanço rápido da doença. Recomenda-se considerar a eutanásia em vez de deixar a doença seguir seu rumo letal. 
Megacólon tardio parece ter a mesma origem genética do precoce e é visto nas mesmas linhas de cor/marcação da megacólon precoce. Pode ser uma forma mais suave da doença, mas infelizmente isso a faz progredir em gravidade até que se torne letal. Muitas vezes, o primeiro sinal de megacólon tardia é mostrado pelo problema de desenvolvimento do rato enquanto bebê. Problemas gastrointestinais podem não ser aparentes até o rato ter seus 2-5 meses. Nesse meio tempo você pode notar algum inchaço, diarreia, constipação ou diarreia alternada com constipação. Fezes passam a ser duras, fibrosas, fétidas, secas, grandes, de formato estranho, sem corte nas extremidades e podem ser acompanhadas de sangue ou muco. 
A megacólon tardia pode se mostrar ainda mais tardia, aparecendo dos 4 aos 10 meses. Sem sinais de alerta precoce de um problema (como o déficit de crescimento, fezes anormais ou diarreia crônica), pode muitas vezes já estar em grau muito avançado quando o proprietário começar a perceber algum problema. 

De: Karol , Nina & Lua                                                         
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2 comentários:

  1. Meu rato Ozzie é um odd eyed e está apresentando sinais de megacólon. a barriguinha dele está crescendo muito.. fiquei muito triste em saber que provavelmente ele terá de ser sacrificado. Eu amo muito o Ozzie..

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    1. Poxa , que triste , se eu pudesse te ajudar . . . Mas infelismente não sei . . . Saiba que Ozzie estará bem , pois pelo seu amor por ele sei que ele é feliz com você , mas se chegou a hora dele , ele ficara bem no céu dos twisters ( quando algum pet meu morre eu falo que ele vai para o céu dos . . . ai eu falo a especie do pet , sabe , pra ver se me sinto melhor )

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